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As ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas comerciais recíprocas trouxeram instabilidade ao mercado financeiro nessa última sexta, 7. O dólar, que vinha em queda, voltou a subir e fechou cotado a R$ 5,793, com alta de 0,51%. A cotação chegou a cair ao longo do dia, mas reverteu o movimento após uma matéria da Reuters indicar a intenção do governo norte-americano de anunciar novas tarifas. Apesar da valorização da moeda nesta sessão, a divisa acumulou queda de 0,73% na semana.
A bolsa de valores brasileira também sentiu os impactos das declarações de Trump. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em queda de 1,24%, atingindo 124.619 pontos. O mercado operava com relativa estabilidade pela manhã, mas intensificou as perdas ao longo da tarde, após o presidente dos EUA, ao lado do primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, confirmar sua intenção de adotar medidas protecionistas. Com o desempenho negativo desta sexta, a bolsa acumulou recuo de 1,2% na semana.
A possibilidade de tarifas comerciais recíprocas gera preocupações sobre a inflação nos Estados Unidos, o que pode levar o Federal Reserve a elevar os juros. Uma alta nas taxas da maior economia do mundo tende a pressionar a cotação do dólar globalmente e incentivar a retirada de investimentos de países emergentes, como o Brasil. Esse cenário reforça a volatilidade dos mercados e pode influenciar as decisões de política monetária nos próximos meses.
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