
Em um dia marcado por forte instabilidade no mercado financeiro global, o dólar comercial fechou essa sexta, 4, em alta de 3,68%, vendido a R$ 5,836 — maior valor desde março. A moeda norte-americana teve a maior alta diária desde novembro de 2022, impulsionada pelo anúncio da China de retaliações às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, o que aumentou os temores de uma recessão global.
A tensão entre as duas maiores economias do mundo também provocou uma queda acentuada na bolsa brasileira. O Ibovespa recuou 2,96%, encerrando o dia aos 127.256 pontos, no menor nível desde maio e com o pior desempenho diário desde dezembro do ano passado. O cenário negativo se estendeu aos mercados dos Estados Unidos, que registraram a pior semana desde o início da pandemia, em março de 2020.
Além da disputa comercial, outros dois fatores pressionaram os mercados emergentes: o relatório de emprego dos EUA, que mostrou a criação de 228 mil vagas em março — número acima do esperado —, e a queda no preço do petróleo Brent, que fechou a US$ 64, o menor valor desde 2021. Os dados reforçaram a percepção de que o Federal Reserve pode adiar o corte de juros e agravaram a desvalorização das moedas de países exportadores de commodities.
Seja o primeiro a comentar