Estudante do DF cria jogos para estimular idosos com demência e Alzheimer

Com o envelhecimento acelerado da população brasileira, iniciativas que estimulam a interação entre diferentes gerações ganham cada vez mais relevância. No Distrito Federal, a estudante Maria Eduarda Brum, da escola Maple Bear Sudoeste, desenvolveu jogos voltados para idosos, com foco na estimulação cognitiva e na promoção de vínculos sociais. O projeto foi realizado no âmbito da Rede Geronto, iniciativa que promove estudos e pesquisas sobre os desafios do envelhecimento.

O Brasil enfrenta um crescimento expressivo no número de idosos. Estima-se que cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais conviva com algum tipo de demência, totalizando aproximadamente 2,71 milhões de casos. Projeções indicam que esse número pode chegar a 5,6 milhões até 2050. Além disso, mais de 70% das pessoas com demência no país não possuem diagnóstico, o que evidencia a necessidade de maior atenção e recursos para essa condição.

“O meu interesse em fazer jogos para idosos aconteceu com o acompanhamento das atividades da Rede Geronto. O projeto começou há dois anos, com um edital que tinha o objetivo de trabalhar com idosos, adolescentes e crianças”, conta Maria Eduarda.

Os jogos desenvolvidos utilizam materiais como tecido e cartas de memória, estimulando a interação social e a cognição dos participantes, incluindo idosos com demência e Doença de Alzheimer. “Minha função foi desenhar os jogos sob a orientação do meu coordenador, enquanto minhas colegas testavam as mecânicas”, detalha a estudante. Os testes foram realizados tanto no Brasil quanto na Itália, com resultados positivos. “Os resultados superaram o que eu esperava, conseguimos testar os jogos aqui no Brasil e também na Itália. Foi gratificante ver como eles realmente ajudam a unir gerações”, afirma.

A estudante também destaca o papel da escola Maple Bear no apoio ao projeto. “A escola sempre incentivou meus projetos desde 2020, e isso fez toda a diferença para que eu pudesse me envolver ativamente nesse trabalho”, diz Maria Eduarda.

Para a diretora da Maple Bear, Natália Rocha, a participação da aluna reflete a proposta pedagógica da instituição. “Aqui estimulamos muito o protagonismo dos nossos estudantes. Mas também trabalhamos de forma transversal o processo artístico e o acolhimento para diferentes fases da vida, como o envelhecer. Temos muito orgulho da Maria Eduarda e de todos os nossos alunos. Queremos que eles ocupem o mundo”, ressalta.

O estudo reforça que jogos intergeracionais são ferramentas poderosas para fortalecer laços, promover aprendizado mútuo e melhorar a qualidade de vida dos idosos. Iniciativas como essa se somam a um movimento global que valoriza o envelhecimento ativo e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais nos jovens, contribuindo para uma sociedade mais conectada e inclusiva.

 

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